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Angelita Venâncio Pereira, 30 anos, dona de casa, mora em Chapecó - SC
“Sofri violência doméstica e sexual, praticada pelo meu ex-companheiro. Com uma gravidez de alto risco, eu era sempre espancada por ele com chutes e socos por todo o corpo, inclusive na barriga. Além disso, ele me obrigava a fazer sexo, mesmo eu tendo recebido recomendação médica para evitar relação nesse período. Isso chegava a me provocar hemorragia. Quando ele bebia, então, era um terror: ficava nu na frente das crianças e me ameaçava de morte.
Quando fui agredida pela última vez, em fevereiro deste ano, estava grávida de 33 semanas. Comecei a ter sangramento e tive de fazer uma cesariana de urgência. No pós-operatório, tive complicações e fui submetida à intervenção cirúrgica para retirada do útero (histerectomia). Após essa cirurgia, o quadro se agravou, e fui encaminhada para a UTI, onde permaneci por três dias.
Depois que recebi alta, fui levada para Casa Abrigo para Mulheres, pois além de necessitar de cuidados de saúde, me encontrava bastante abalada emocionalmente. Eu e meus filhos permanecemos na Casa Abrigo no período de 7 a 16 de março deste ano.
Após recuperação da saúde física, voltei para minha casa com meus filhos. Decidi me separar dele e, com o apoio da equipe multidisciplinar da Casa Abrigo, que encaminhou a separação legal, solicitei pensão alimentícia. Continuo recebendo acompanhamento da rede de assistência social, devido a minha situação sócio-econômica. Tenho passado por dificuldades financeiras, só tendo como renda o dinheiro que recebo do Bolsa Família, no valor de R$95 (noventa e cinco reais). Meu ex-companheiro só pagou o dinheiro referente à pensão alimentícia dos filhos, R$400 (quatrocentos reais), no dia 4 de agosto deste ano. Recebo ajuda da Casa Abrigo, que oferece alimentação, fraldas e doações de utensílios domésticos. Também fui inserida em um programa que fornece, semanalmente, leite in natura"
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