quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
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Creuza Pereira Mota, 55 anos, auxiliar de serviços gerais, mora em Palmas - TO

"Vivi com meu ex-companheiro por 22 anos, mas só fui feliz nos três primeiros. Nos anos seguintes, vivi apreensiva, sofrendo e sendo agredida. Não sei dizer quantas vezes ele me agrediu física, psicológica, moral e patrimonialmente.
Meu ex-companheiro tem o vício de beber e sempre fica agressivo e desrespeitador. Precisei contar com a ajuda de terceiros para proteger a mim e a minha família. Ele foi levado diversas vezes para a delegacia, mas não chegou a ser preso. Acho que a inexistência de lei que permitisse o recolhimento do agressor (antes da Lei Maria da Penha) fez com que ele agredisse repetidas vezes a mim e a minha filha.


Fui encaminhada a um Abrigo pela Delegacia da Mulher no dia 3 de março de 2006. Cheguei ao Abrigo acompanhada pela minha filha Shirlene e dois netos, sendo uma recém-nascida. Lá, fomos atendidos por psicóloga, assistente social, pedagoga e advogada. Além de sermos beneficiados com o Bolsa-Família e contemplados com um lote, também foram tomadas medidas judiciais que me garantiram a separação, divisão de bens e o afastamento do agressor do lar. Saímos do Abrigo no dia 11 de abril de 2006.


No entanto, as agressões continuaram. Fui várias vezes à Delegacia da Mulher e a delegacias comuns. O agressor tem antecedentes criminais por causa de outros crimes que praticou, além da violência contra mim e minha filha, e já cumpriu pena de prisão.


Mesmo com todas as medidas judiciais tomadas, ele continuou me agredindo verbalmente. Ele sempre vem à nossa casa por volta de meia-noite, bate na porta, ameaça quebrar tudo, matar a mim e a minha filha se ninguém abrir a porta. Eu corro para os vizinhos, chamo a polícia, mas ele continua insistindo."

 

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08/10/2007 - Adriana Freitas Moreira - 35 anos, secretária, mora em São Leopoldo - RS

 
 
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