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Edições anteriores
A Agende Ações em Gênero Cidadania e Desenvolvimento- AGENDE coordena e articula nacionalmente a Campanha há cinco anos. Acompanhe nossa história de luta.
Edição 2006
A Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres desempenha um papel fundamental na luta pela erradicação da violência contra as mulheres em todo o mundo. A iniciativa da AGENDE teve como resultado o envolvimento de um número cada
vez maior de redes nacionais de mulheres e de direitos humanos e de instituições governamentais parceiras, em um trabalho articulado em torno de objetivos comuns, o que vem aumentando, a cada ano, o alcance e o sucesso da Campanha.
A Campanha agregou 57 parcerias: 31 Redes e Articulações Nacionais de Mulheres e de Direitos Humanos, 5 órgãos governamentais e 5 empresas públicas, 4 órgãos do Legislativo Federal e 9 representações no Brasil de agências das Organizações das Nações Unidas (ONU). Contou com a adesão de um número bastante significativo de organizações governamentais e não-governamentais nos 27 estados da Federação e no Distrito Federal, dentre grupos e associações de mulheres, ONG´s, conselhos e coordenadorias da mulher, universidades, instituições civis e religiosas, governos municipais, legislativos estaduais e municipais, empresas públicas e privadas. As instituições parceiras atuaram de diferentes maneiras para apoiar e fortalecer a Campanha.
Em 2006, a Campanha completou 16 anos. Esse fato foi amplamente explorado na edição brasileira. Com o lema “16 anos de Campanha: Assuma essa luta!”, buscou-se conclamar toda a sociedade a se comprometer com o fim da violência contra as mulheres. Todos os materiais deste ano aludiram aos 16 anos da mobilização. O número 16 foi utilizado na indicação de 16 locais onde buscar apoio em casos de violência; em 16 manifestações da violência; 16 maneiras de assumir a luta pelo fim da violência contra as mulheres; 16 direitos garantidos às mulheres vitimadas.
Mais uma vez, a Campanha alcançou seu objetivo, o de levar a um número cada vez maior de mulheres em situação de violência uma melhor qualidade de vida. Veja no site www.agende.org.br/16dias.
Edição 2005
A edição de 2005, mais uma vez, despertou, na sociedade civil brasileira e no Poder Público, a importância de participar da causa e provocou o engajamento de organizações públicas e privadas, terceiro setor, Congresso Nacional e meios de comunicação social na mobilização. Tudo isso só foi possível, porque a AGENDE contou com a parceria de vinte e sete Redes e Articulações Nacionais de Mulheres e de Direitos Humanos, além de oito parcerias no Legislativo Federal, doze no Executivo Federal e empresas estatais, cinco agências das Nações Unidas (ONU) e uma empresa privada.
Os eventos realizados nos vários estados confirmam que o Brasil já adota o período todo da Campanha como marco pela defesa dos direitos das mulheres, não apenas as quatro datas marco. Na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, dentre outros estados, a Campanha 16 dias foi impulsionada pelos movimentos de mulheres e direitos humanos, por órgãos públicos ou em parcerias entre governo e sociedade civil.
Uma decisão estratégica importante e que trouxe resultados bastante positivos foi a unicidade visual nos instrumentos de comunicação dos 16 dias. A partir da arte utilizada nos materiais, as pessoas puderam reconhecer a ‘cara’ da Campanha, com rostos de mulheres de diversas etnias e gerações que afirmaram o caráter plural da luta contra a violência. O kit de materiais incluiu calendário, marcador de livro, CD com spots para rádio, folheto informativo, camiseta da mobilização, banner, busdoor, outdoor e cartilha temática sobre assédio moral, todos elaborados de forma não datada, o que favoreceu sua utilização em outras datas do calendário feminista, como o 8 de março, dia Internacional da Mulher.
Em 2005, repetiu-se no Brasil o slogan anterior “Uma vida sem violência é um direito das mulheres”, mantendo a idéia de fortalecimento e autodeterminação das mulheres, adotado na edição anterior. As/os organizadoras/es tiveram a preocupação de realizar atividades em prol da aprovação de nova legislação sobre os crimes de violência doméstica –conquista concretizada em 2006, com a aprovação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06). O boletim eletrônico e o website da Campanha www.agende.org.br/16dias foram importantes instrumentos para a divulgação das ações e fortalecimento da mobilização.
Edição 2004
A edição de 2004 da Campanha 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contra as Mulheres ampliou seu alcance em relação ao seu papel educativo e sensibilizador para a transformação da realidade brasileira, principalmente no sentido da cidadania e do direito das mulheres a uma vida sem violência.
O sucesso da edição anterior permitiu a ampliação do número de parcerias e apoios – foram 16 Redes e Articulações Nacionais de Mulheres, três Redes Nacionais de Direitos Humanos, oito órgãos do Legislativo Federal, oito órgãos do Executivo Federal, seis empresas estatais, duas empresas privadas e três agências da Organização das Nações Unidas (ONU), além de um Comitê Gestor, composto pela AGENDE, Bancada Feminina no Congresso Nacional, Comissão do Ano da Mulher no Senado Federal, Comissão Especial da Mulher na Câmara dos Deputados (CEMULHER) e Congresso Nacional.
Com o slogan Uma vida sem violência é um direito das mulheres!, que propõe o fortalecimento da auto-estima das mulheres, foram produzidos e amplamente distribuídos vários materiais para embasar as ações nos estados. O levantamento final apontou que foram realizados cerca de 60 eventos relacionados à Campanha em 11 estados brasileiros (Acre, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia e São Paulo) e no Distrito Federal, voltados para públicos diversos, como palestras, oficinas, audiências públicas, marchas, passeatas e manifestações culturais.
A estratégia de comunicação incluiu a construção de um site exclusivo para a Campanha www.agende.org.br/16dias, a disseminação de boletim eletrônico e um trabalho de articulação junto à mídia. O conteúdo abordou a temática dos direitos humanos a partir da perspectiva de gênero. Tudo foi preparado com a finalidade de envolver a sociedade e os órgãos governamentais, para que as mulheres consigam dar um basta à violência.
Edição 2003
2003 foi o ano em que, pela primeira vez, a Campanha 16 dias de Ativismo pelo fim da Violência contras as Mulheres teve ações organizadas de forma sistemática nacionalmente, sendo promovida pela Agende Ações em Gênero Cidadania e Desenvolvimento, juntamente com o Comitê Latino-americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher (Cladem-Brasil), o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM) e a Bancada Feminina no Congresso Nacional.
A articulação estabelecida entre a coordenação da Campanha em Brasília e instituições parceiras de diversos lugares do país fez com que a Campanha se expandisse de forma estratégica. Entre esses apoios estavam a Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos, a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), a Secretaria Especial de Direitos Humanos (SEDH), a Comissão de Direitos Humanos e a Ouvidoria da Câmara dos Deputados e o apoio do Sistema Radiobrás e da Empresa de Correios e Telégrafos.
A ampla articulação política e de mídia fez com que os temas de violência contra as mulheres, direitos humanos, racismo e HIV/Aids ganhassem visibilidade junto aos poderes Legislativo e Executivo. A confecção e distribuição de folhetos, CD´s e fitas cassetes com spots para rádios comunitárias, calendários de parede e adesivo para carro sobre o assunto também fizeram parte das estratégias de comunicação.
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