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Por que Amamos Tanto Nossos Animais de Estimação?

Você já se questionou o por quê de gostarmos tanto de animais de estimação?

Ou, por que que ao vermos um filhote de cachorro ou gato os achamos tão fofinhos?

Sabemos que, milhares de anos atrás, nossos ancestrais tinham alguns lobos por perto.

Por certo eles capturaram, domesticaram e aos poucos, se tornaram companheiros até que “evoluíram” para cães.

Isso pode ter sido há 27 mil anos, de acordo com um estudo publicado em maio de 2015.

E desde então, os humanos têm cães por perto e sempre adoram a ideia de ter um animal de estimação ao seu redor.

Assim, animais de estimação recebem refeições, cuidados de saúde e uma casa para viver.

Com tempo você cria história com esse ser vivo, e talvez seja por isso que passamos a sofrer quando eles decidem “ir embora”.

As vantagens de adotar um pet

Por várias décadas, a ideia de que os animais proporcionam benefícios para a saúde prevaleceu.

Alguns estudos apontam que ao se ter um pet, o dono pode se beneficiar com:

  • Alívio de estresse;
  • Combate de depressão;
  • Elevação de autoestima;
  • Liberação de melatonina;
  • Senso de responsabilidade;
  • Redução da pressão arterial.

Portanto, o bem-estar psicológico pode ser causado através da vivência com os animais. E eu repito a pergunta novamente, por quê?

Por me indagar constantemente sobre o assunto, estive pesquisando e em um artigo da BBC Earth, li alguns argumentos que fazem sentido.

No artigo, James Serpell (professor da universidade Animal Ethics & Welfare) explica que por sermos uma espécie social, buscamos constantemente nos relacionar com outros seres.

Ele também diz que nós seres humanos, nascemos sem apoio social e isso nos torna vulneráveis.

Por mais que fujamos da ideia de criar e estabelecer relacionamentos, nossa natureza assim sempre vai nos pedir.

Influência do meio

Além desta justificativa, no artigo também é citado que a cultura invariavelmente desempenha um papel.

Pois nem todas as sociedades gostam ou têm animais de estimação em suas casas e convívio.

Uma análise transcultural de 60 países descobriu que 52 deles obtinham cães, os considerando como companheiros.

Mas cada país trata os animais de sua maneira. A tribo Kiembu em Quênia por exemplo, só mantém cães para proteção.

Eles nem sequer têm a expressão “animal de estimação” no idioma e seus cães nunca são abraçados ou agradados.

Harold Herzog dos Estados Unidos, diz no artigo da BBC que essas diferenças no tratamento do animal, tem total influência da cultura.

Nós temos animais de estimação porque outras pessoas assim também fazem, podendo ser um hábito “socialmente contagioso”.

Conclusão

Em outras palavras, a manutenção de animais de estimação é influenciada pelo nosso desejo de ser sociável.

E como retorno, temos a resposta de muito carinho, zelo, atenção e reciprocidade por parte deles.

Isso nos encanta, nos transmite diversas sensações boas que refletem tanto em nosso exterior como interior.

Contudo, isso explica o porquê que muitas pessoas tratam os seus pets como filhos, como irmãos e como parte da família.

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